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Reedição de "Poltergeist" com dedo português

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Estreia esta quinta-feira nos cinemas em Portugal o filme "Poltergeist", a primeira produção de Hollywood que conta com tecnologia áudio portuguesa. A tecnologia, desenvolvida pelo português Nuno Fonseca, docente do  Instituto Politécnico de Leiria, possibilita a criação de inúmeros sons diferentes em simultâneo.

 

"Poltergeist", uma refilmagem do filme original que estreou em 1982, realizado por Gil Kenan e escrito por David Lindsau-Abaire, recorre à "aplicação" desenvolvida pelo docente para criar "efeitos sonoros extremamente complexos, permitindo utilizar milhares ou até milhões de sons em simultâneo", segundo entrevista dada à agência Lusa

 

Nuno Fonseca, de 39 anos, afirmou que outros filmes já tinham recorrido à tecnologia que desenvolveu mas em musicais, sendo "Poltergeist" uma estreia neste género cinematográfico. É comum recorrer a efeitos gráficos de sistemas de partículas para criar alguns elementos como o fogo, fumo, nevoeiro e chuva então, o que o docente fez foi "adaptar a tecnologia à área do som", segundo o Politécnico de Leiria. 

 

 

Esta tecnologia foi utilizada para simular o som de dezenas de fantasmas que se ouvem ao mesmo tempo.

 

 

O processo de sound design é maioritariamente manual porque temos que ir adicionando som por som até obtermos o que idealizámos, o que à primeira vista pode ser complicado, "mas esta tecnologia permite criar facilmente o som de cenas complexas, como por exemplo, uma batalha com milhares de soldados a combater", explica o Politécnico. 

 

O docente do Politécnico continua a trabalhar nesta tecnologia afim de "torná-la melhor, com mais funcionalidades para, no futuro, haver um lançamento comercial" até porque agora os seis maiores estúdios da PlayStation Studios e de Hollywood, o Pinewood Studios em Inglaterra e a BBC já iniciaram a fase de testes deste "software", assim como outros estúdios incluindo portugueses.